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sábado, 6 de outubro de 2018
domingo, 1 de julho de 2018
domingo, 20 de maio de 2018
SCP e gestão de Bruno de Carvalho
Tenho 45 anos de
idade…
Amo apaixonadamente
o futebol.
Ainda hoje, “matei”
algum tempo com o meu filhote jogando “futebol”.
Ele, com todo o seu
entusiasmo, tentou inúmeras vezes passar-me a bola e fazer um “cabrito” …
Está a progredir
muito bem e de mim terá todo o apoio…
Mas,
independentemente de toda a minha vida familiar, hoje jogou-se mais uma final
da taça de Portugal,
A FESTA do futebol!
Esta final foi
disputada entre o Desportivo das Aves e o Sporting Clube de Portugal.
O SCP tem passado
por momentos MUITO difíceis…
Eu tenho (tinha), muitos
“amigos” sportinguistas. Falávamos muito sobre futebol. Benfica, Sporting e
Porto.
Eu, fui “SEMPRE”
benfiquista por amor e convicção.
Mas fui sportinguista
na época de Rui Jordão e Manuel Fernandes…
Fui F.C. Porto com
Paulo Futre, Jaime Magalhães, Jaime Pacheco, Juary, Frasco, Madjer, Vitor Baia…
Mais tarde, Deco, Paulo
Ferreira, Derley, Costinha, entre muitos outros…
Isto para dizer:
GOSTO de futebol e,
de uma forma ou outra, amo os três grandes clubes nacionais. De certa forma eu
consigo estar sempre em festa…
Por isso, não fico indiferente
ao que se está a passar com o grande rival da 2ª circular, o SCP.
Como afirmei de inicio,
tenho grandes amigos do sporting, falávamos muito sobre futebol, mas o
aparecimento do Facebook revelou o fanatismo na sua nudez…
Ralhei, discuti,
gritei, chorei, magoe, perdi “amigos”, por causa do futebol.
E hoje, desejo que
o SCP recupere o MAIS rápido possível de coração…
Parece irónico, mas
o SLB nunca será grande sem o SCP.
O SCP nunca será
grande sem o SLB.
No fundo, somos
todos feitos da mesma massa, a massa do futebol,
A massa das emoções,
A massa dos adeptos,
A massa da diversão
A massa do clubismo…
A massa do RESPEITO
A massa do DESPORTO,
A massa do que faz
sentido darmos à vida.
A massa do porquê
me ter desentendido com amigos de longa data e de coração fanáticos e doentes.
Mas eu perdoo a todos,
e viva o SCP, que recupere o mais rapidamente possível, para que o meu clube
SLB possa vencê-los…
No fundo, viva o desporto,
Viva o futebol..
Lisboa,
20 de maio de 2018
José
M. T. Gomes
quinta-feira, 30 de novembro de 2017
Belmiro de Azevedo
A noticia do falecimento de Belmiro
de Azevedo não sendo totalmente inesperada recebi-a com enorme tristeza.
Fui colaborador dele na Sonae durante
onze anos seguidos e três como fornecedor de serviços. Como colaborador privei
com Belmiro algumas vezes e a imagem que tenho dele é a de um extraordinário homem,
uma inteligência e carisma desarmante, uma simplicidade sem limite, de enorme
carácter e uma pessoa extremamente frugal.
Partilho um acontecimento ocorrido
no verão de 2004. Belmiro de Azevedo costumava passar o mês de férias de agosto
no Algarve, na cidade de Lagos onde tinha um belíssimo apartamento no último
andar do Hotel Aqualuz. Nesse ano Belmiro teve necessidade de enviar alguns
faxes para a sua secretária no Porto (tenho memória de se chamar Cristina).
Belmiro de Azevedo não era
utilizador das novas tecnologias, era mais conservador, e era incómodo
deslocar-se à receção do hotel para enviar faxes no âmbito da sua atividade
profissional. A solução encontrada por um colaborador próximo foi adquirir na Worten
de Portimão uma impressora multifunções com fax incorporada.
Na ausência de pessoal técnico da
Sonae (Mainroad), a pedido da minha chefia direta desloquei-me a Lagos para
resolver o problema de um dos homens mais poderosos de Portugal.
Apesar de não ser nenhum entendido
em impressoras ou em telecomunicações desloquei-me a Lagos para resolver o
problema. O apartamento do Belmiro não tinha linha telefónica analógica para
que o fax pudesse funcionar. Ao fim de algum tempo informei-o que o fax não podia
funcionar a menos que se instalasse uma linha analógica. A resposta de um homem
tão rico e poderoso foi totalmente inesperada.
“Pagar uma linha analógica à PT
durante um ano inteiro quando apenas necessito por um período de um mês? Nem
pensar!”.
Inicialmente ficou entediado com
colaborador que lhe “vendeu” a ideia, mas passados alguns minutos propus-lhe
uma solução com aqueles equipamentos sem recorrer à instalação de uma linha
analógica. Propus-lhe que digitalizasse os documentos para o computador e os
enviasse por email à sua secretária. Foi uma novidade para ele, mas ficou
bastante agradado com a solução e assim ficou.
Estivemos cerca de quatro horas à
conversa. Falámos de tudo um pouco de coisas e gostos em comum. Falámos muito
da cidade de Lagos e a sua envolvência, onde estudei um ano, joguei futebol,
vivi muito da minha juventude até à passagem adulta e conhecia. Falámos sobre o
estado do país, ainda na ressaca da saída de Durão Barroso para a Comissão
Europeia e o Governo de Pedro Santana Lopes. Conversámos sobre filosofia, história,
enfim de tudo um pouco. Um falante e ouvinte absolutamente extraordinário,
quase hipnótico.
Belmiro tinha o que tinha pelo que
era. Não era o que era pelo o que tinha.
Não tenho dúvidas que seria capaz de
reerguer o império se tivesse chegado à miséria ou despojado como outros
empresários foram pós 25 de abril.
Tive a experiência de privar com um
dos homens mais poderosos de Portugal, nessa tarde em que falámos horas parecia
que éramos amigos de longa data. Somente os dois, e deixámo-nos levar pelo rumo
que a conversa foi tomando.
Ele agradeceu-me não só pela resolução
do problema, mas acima de tudo pela conversa e companhia.
Pode parecer estranho, mas nunca
mais esqueci aquela tarde, nunca mais esqueci a forma como Belmiro se entregou à
curiosidade da minha pessoa e de como nos ouvimos um ao outro. E ouvi com muita
atenção valorosos conselhos.
Gratias tibi ago- Muito obrigado
Lisboa,
30 de novembro de 2017
José
M. T. Gomes
sexta-feira, 3 de junho de 2016
Sorte ou Azar…
«Na antiga China havia
um miúdo duma aldeia remota muito pobre que tinha um sonho. O sonho do rapaz
era ter um cavalo. Um dia pernoitaram na aldeia, um conjunto de guerrilheiros,
entre eles havia um potro que não conseguia acompanhar a marcha. O chefe da
guerrilha ao saber do sonho do miúdo foi ter com ele e deu-lhe o potro,
realizando o sonho do rapaz e ao mesmo tempo livrando-se dum estorvo.
Um vizinho ao tomar
conhecimento do ocorrido foi ter com o pai do garoto e disse-lhe: “O teu filho
tem cá uma sorte!”
“Ora essa! Porquê?”,
perguntou o pai.
“Ora, o sonho do teu
filho era um cavalo, e então não é que lhe ofereceram um potrinho. Isto não é
sorte?”
“Pode ser sorte ou
pode ser azar!”, comentou o pai.
Certo dia o cavalo foge.
O vizinho sabendo da notícia foi ter com o pai do garoto: “O teu filho é de
azar”
“Por quê?”, perguntou
o pai.
“Então, o teu filho
queria um cavalo e ganhou um potrinho. Agora o animal que tanto gostava fugiu.
Não é azar?”
“Pode ser sorte ou
pode ser azar!”, comentou o pai.
O tempo foi passando
até que um dia o cavalo volta à aldeia com uma manada selvagem. O menino, agora
um rapaz, consegue cercá-los e fica com todos eles. Observa o vizinho: “o teu
filho é mesmo de sorte! Ganha um potrinho, cria, ele foge e agora volta com um
bando de cavalos selvagens.”
“Pode ser sorte ou
pode ser azar!”, respondeu novamente o pai.
Certo dia, o rapaz
estava a treinar um dos cavalos quando caiu e partiu uma perna. Vem novamente o
vizinho: “ o teu filho está mesmo enguiçado não há dúvida! O cavalo foge, volta
com uma manada selvagem, o rapaz parte uma perna a treinar um deles, puxa!”
“Pode ser sorte ou
azar” insiste o pai.
Passados alguns dias o
reino onde moravam declara guerra ao reino vizinho. Todos os jovens são convocados
para a guerra menos o rapaz que estava com a perna partida. O vizinho, “o teu
filho é mesmo afortunado...”»
É um conto chinês muito antigo, mas a vida é mesmo assim,
tudo o que nos acontece pode ser sorte ou azar. Depende do nosso ponto de vista
e do caminho que trilhamos na vida. O que parece um azar num momento, pode ser
sorte noutro, o que agora parece ser um infortúnio pode ser ditoso no futuro,
talvez seja por isso que não consigo deixar de ser um indefetível otimista.
Sintra,
03 de Junho de 2016
José
M. T. Gomes
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