Pode-se concordar ou discordar das ideias de Pedro Santana Lopes mas, a truculência dos adversários e de alguns correligionários chega a ser ridícula e roça o preconceito. De facto, a política é um cemitério de virtudes e pudor. Há quem tenha sido seu ministro e hoje fazem por olvidar do seu curriculum, sendo que alguns, são dos mais pertinazes detractores. Julgo, que Pedro Santana Lopes tem todo o direito – tal como outros – de andar na política, de candidatar-se aos cargos que cobiça, e de pugnar os combates políticos que entender, o povo estará para julgar e ditar-lhe a sentença, não são os analistas e comentadores.
Posto isto, a aquiescência de Manuela Ferreira Leite ao anúncio – prematuro – da candidatura de Santana Lopes, à Câmara Municipal de Lisboa nas próximas autárquicas (2009) causa estranheza. O que levou Manuela Ferreira Leite a ter esta atitude e desbaratar a auréola de credibilidade que ostentava aos olhos dos Portugueses?
Há muito que digo que o poder em Portugal não se conquista, esgota-se no sujeito que o possui, portanto, o poder de José Sócrates ainda não se esgotou e, só perante uma hecatombe não vencerá as próximas eleições. António Costa em Lisboa, também será muito difícil de destroná-lo, independentemente do valor do seu opositor. Os lisboetas querem e precisam de estabilidade e não de convulsões e politicas avulsas. Manuela Ferreira Leite saberá isso melhor que ninguém, por isso, no seu intimo, assimilou a derrota nas próximas legislativas e aproveita, para também derrubar Santana Lopes dando-lhe um venenoso presente, que aceitou de imediato: a candidatura à Câmara Municipal de Lisboa. Mas, e se ele vencer?!
Adeo natura a rectis in vitia, a vitiis in prava, a pravis in praecipitia pervenitur! [Veleio] – Passa-se naturalmente das virtudes aos erros, dos erros aos vícios, dos vícios ao abismo!
Lisboa, 03 de Novembro de 2008
Sem comentários:
Enviar um comentário